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Segundos

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Imagem retirada de: goo.gl/Gyf6sK A hora parece não passar, mas quanto mais que quero que não passe, mais ela voa... Há alguns minutos o cansaço e sonolência tomavam de conta desse intervalo mórbido. De alguma forma, insolente. E por mais que quisesse lutar contra, me deixei levar. Dez minutos que parecem horas. Daqui até 17h, será um ano. Mas ao final do dia, a mistura do cansaço será agradável, a noite vem e traz uma pequena sensação de dever cumprido. Por hoje. Amanhã tem mais uma infinidade de segundos...

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E isso me aproximou mas afastou novamente um pouco. Por que seu gosto era misturado de alegria e fel; e seu toque, de magia e céu; mas nem seu avesso era claro como dia, nem escuro como uma noite ao léu. E o vento que se ouvia, era rouco. Eu só me afastei por que depois senti gosto de nada, e quando percebi estava apaixonada... Eu só não queria ser magoada. Então fui embora calada... Lilian Holmes

Sem elas...

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Eu vou... Tenho mesmo que ir? Eu quero mesmo? e por que? Ir ou não? Tanta coisa tem acontecido de um mês pra cá... Tanta coisa que nesse momento me sinto sufocada, pressionada por uma avalanche que me pesa aos ombros... Parece bom ter que ir embora, respirar novos ares, contemplar novos horizontes... Mas sem as companhias de antes, sem elas sem elas... E cada som novo, perfume, ou olhar, eu vou lembrar, com saudades, quem me fazia bem, quem me fazia alguém. E fora, longe, vendo as estrelas, com elas, mesmo assim ainda estarei sem minhas companhias, sem elas, sem elas... Ouça, o vento, ouça, no vento, não é meu pensamento, é mais suave e lento, sem um tom turbulento, e é só o vento. É só o vento... O vento... Fonte da imagen 1: http://www.tocadacotia.com/saude/nostalgia Lilian Holmes

Desmancho, dissolvo

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Me sinto sugada, por um ponto difuso meu coração aperta e meu corpo consome, esses traços de confusão se debatendo, se cortam os fios e raios de um vértice feito arestas disformes e retorcidas, formando um polígono confuso, não convexo por um lado ou talvez uma confusa visão espectro estrutural de um corpo mente sem nexo e pelo avesso alma inaudível, presença impalpável andando pelas ruas em Setembro pisando na água da chuva de ontem, lama lembrando do mês de Maio das férias de Julho e de um Natal... Lilian Holmes  

Caminhando ao seu lado

Me chamou para ir a algum lugar e agora vou perder parte do que foi dito em nossa ausência. E quem sabe seja eu, o ponto de convergência, onde se difunde o mal, ou de onde nasçam, minhas fraquezas, meus medos, meus desesperos... Uma porta meio aberta, um corredor que nasce de um pixel, e se abre como uma flor, em perspectiva mostrando a um grau invisível aos olhos, mas que a alma enxerga. As nuances vivas que se fecham, e passo por cima a todo momento. A parede tem sua cor e é lisa as portas, teias de aranha e formiga. Lixo por todas as partes, e me nego a enxergar até a pouco que há uma maravilha ante mim. Ainda me forço a ver que há um risco, rabiscos não é seu rosto, são suas mãos, e um conjunto de pontinhos, linhas paralelas, perpendiculares e poligonais que a minha frente se forma, tudo. E a cada piscar, ainda está lá como se fosse uma fotografia uma pintura, escultura viva que segura o riso e de repente, como se eu apertasse play, tudo passa a se mover e surgem sons, mas o botão ...

Poeira nas nuvens

Você apareceu em minha vida e me cativou com seu jeito. Finjo que não minto pra mim mesma, e embrulho essa hipocrisia, dizendo que está tudo bem. E atrás de um sorriso sem jeito, um aperto de mão, ou de um abraço que te faça esquecer o mundo. Noite e dia, fins de semana sinto sua falta como se tivesse há tempos comigo e de repente fosses embora... Minha alma é funda tem um espaço, buraco tensão, pressão; pesando. E tudo que me falam, e ouço sua voz, ou seu silêncio é como se minha sombra fizesse sombra em mim. E o pouco de sol que resta ilumina ao meu redoro brilho desse olhar me ofusca e inebria... mas por pouco tempo consigo fixar, e quando chega a noite, me deito e durmo mas ontem ainda é hoje e amanhã não é mais agora. Continuo estática num tempo indeterminado, e o sujeito sou eu não sou chuva nem anoiteço, e de repente me torno inexistente, pra dar lugar a neve... Eu não consigo esquecer que eu sou eu e sonho com tudo, tremo com os pesadelos. E nu...

Sem direção

Não toque mais essa canção as folhas da árvore já caíram a terra secou e o sol está forte só o vento faz percebermos que estamos vivos não sei aonde meus passos me levam essas máscaras de carnaval o que restou da festa no chão como numa queda livre foi um momento de delírio um rápido instante de inconsciência e como numa confusa massa de corpos sem saber a direção sem segurança onde pisar rostos, cabelos, cabeças, olhos, risos... Gritos, tremores, medo e aflição! Onde estou, acordei em um mundo normal vivo em um lugar anormalmente torrencial parece que a maré nunca desce, parece que as ondas só batem contra mim o sol me fustiga intensamente a chuva se força a cair e tudo se volta contra mim, ou por mim, para mim não sou o centro da gravidade não sou o centro da atenção me situo num ponto oposto a meu plano e nessa esfera elipsoidal onde o outro lado não fica de ponta cabeça eu estou aqui, sentada e confusa, todos vão naquela direção e foi de onde vim o que ...

Abismo

Eu ando e vou pisando meus ideais, meus sonhos e tudo que vai tornando-se pó, parte do que já se encontrava ali. Como eu pude deixar, talvez até te matar em mim? Fechei os olhos para o que me pareceu íngreme, mas certo e me deixei levar pela mão, para as delícias enganadoras, como folha ao vento, sem resistir... Eu me tornei mais uma em meio a multidão, talvez quisesse provar do gosto do mundo e de tudo aquilo que ele apresenta de tentador. E assim estive por longo tempo, sem me tocar; quando precisei e pedi, me destes, quando tive medo, me acalmaste, e nenhuma palavra de gratidão te dei em troca, no meu mudo prazer. No fundo de mim e daquele abismo que me abocanha eu queria algo mais, naquele paraíso da perdição não tinha tudo, a sensação mesmo que boa, sempre se esvaía; e busquei desesperadamente o que nem eu sabia ser. Nessa busca incessante eu me tornava cada vez mais vazia, aos poucos fui deixando de lado aquelas pessoas que me sugavam a alma, vaguei pela noite sem destino, e mais...

Prisioneira em um jardim

Dia normal, como qualquer outro. Estou em um lugar desconhecido, não há um caminho certo a seguir, tem uma mata fechada a minha frente por isso temo prosseguir; tento me concentrar, talvez haja um jeito de sair dali, na verdade nem ali deveria estar, agora que me resta, continuar o que nem deveria ter começado? Me entorpece a mente e me atrasa na escrita; ouço minha música e choro o tempo passou, a lembrança ficou e a saudade que me rasga por dentro é tão grande, choro por ti, por nada ter feito, por não saber o que fazer, medo, incertezas... Desculpa pela resposta, pelo bilhete, pelo olhar, palavras, pensamentos e atitudes, desculpe por eu ser irracionalmente humana, por querer um mundo impensavelmente utópico e querer seus abraços e sorrisos, sem crimes ou castigos, só me dê sua mão, se alcançar, vem de novo me dizer: "Não chores, sempre estarei contigo.", vem matar meus medos, saindo da luz, como herói ou heroína, seja qual for tua forma de anjo, com espada em punho, olhar...

"Ao infinito e além!"

Não é preciso coragem para enfrentar a vida, já ouvi dizer que o mundo é dos espertos e a vida dos corajosos, mas não se pode negar isso aos outros, desligados ou medrosos, pois assim seria egoísmo da natureza! Um dia como outro qualquer pode guardar tantas surpresas que você nem imagina! Para vencer obstáculos não é preciso coragem, nem aplausos, mas silêncio, força de vontade, oportunidade e curiosidade. Acho que uma das experiências mais enlevantes que já passei (e pretendo mais!), você está em contínuo contato com as belezas que Deus criou! Com as mãos nuas sobre a rocha, procura um apoio, segura fime e sobe, lá em cima, não tão alto a ponto de provocar vertigens, olha ao redor e inspira...Não há preocupações do mundo mesquinho e medíocre. Ou então galga cada parte exposta, cansada, ofegante mas sem desistir, e ao chegar lá em cima, sente o sol bater em seu rosto, quente, tudo se ilumina, sem se preocupar com o dia de amanhã, com estudos, provas, aulas, pessoas, lugares, vida, mor...

Amei?

Somos nós quem traçamos nosso próprio caminho, mas ás vezes nem sequer nos damos ao trabalho para que esse caminho não seja tão tortuoso, sei que podemos mudar nosso destino, pois somos dono dele. Um dia tudo pareceu tão real, tão verdadeiro que acreditei amar loucamente e talvez até eternamente, mas nada é tudo isso e quando menos se espera, a decepção! E me lembrando da música de Bryan Adams e talvez uma paixão avassaladora seja só de momento, agora, não sei, me prosto ante as lembranças do passado que me atormentam, e não sei se sou eu em mim ou se é alguém no lugar onde eu quem deveria estar. Não sei se amar para mim é uma escolha, talvez apenas o momento certo não é agora, mas o que fazer, não quero trazer o mesmo fantasma que me atormentou os sonhos ontem, não quero que tomes o mesmo cálice de fel que tomei, mas sei que um dia poderei entender a mim mesma... Não sei que possa ser o amor, mas ele é tão estranho... Desculpa. Lilian Holmes

Conflitos...

A vida não é perfeita para todos, comecei a escrever agora, mas se fosse em papéis, quantos já não teria amassado?! Então só vou apagando e reescrevendo... Criando novos pensamentos... Não que eu não tenha assunto, estou é sem encontrar a palavra certa, tenho que me encontrar ainda. Só de pensar que até agora estive tão distante, não quero que os outros me vejam como egoísta (não quero ser odiada! Nem tampouco desprezada!), quero que as pessoas ao meu lado gostem de como sou! Mas é difícil conquistá-las, as pessoas são tão complicadas! É engraçado, eu estou um pouco perdida no que estou escrevendo, estou desnorteada; não sei se deveria estar escrevendo... Paro por aqui... Lilian Holmes