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Mostrando postagens de novembro, 2010

Solilóquio

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De vez em quando eu me esqueço, e nem sei quando eu desapareço no seu abraço eu me desvaneço e chego a pensar que acabei de acordar palavras jogadas, mas que dizem a ti o quanto sinto por você, mesmo que não saiba a quem me refiro, nem que esse amor existe não é paixão, é mais que isso é amizade, forjada no dia em que te conheci em que apertastes minha mão e dali em diante, me deste um novo motivo, pra viver, sorrir, levar as coisas pra frente e sempre correr atrás... Mesmo que não se dê conta do quanto que eu te amo, aqui dentro de mim, te prometo, sempre que puder e precisar, vou te proteger vou me jogar na frente das balas que te perseguem te tirar da frente de um caminhão, vou mergulhar pra te tirar do carro afundado e estarei ao seu lado no momento em que não puder fazer nada segurando tua mão, e chorando por você, pois o que dói em ti, dói em mim em dobro. Mas não sofra consigo, em segredo isso me doeria mais ainda procure não chorar na minha frente, n...

Nisi post mortem vita*

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Morrer tornou-se tão normal, por dias tantos correm ao encontro da morte, e parecem afoitos em sua busca, cada minuto que passa, a incerteza, morreremos ou nos matarão? Chega a noite, e os sonhos povoam-se de perseguições, incertos de abrir os olhos no outro dia, ou esse dia ou nosso último?! E ao acordar, o alívio de sobreviver a uma noite de sono insone, o dia anterior, os medos acabaram, outros renascem para lhes tomar o lugar, temos outro dia pela frente, e sempre incertos de quantos dias duraremos até a nossa última hora... Vemos tantas mortes nos jornais, tantos acidentes, desgraças, tantas lágrimas e sangue, e cada uma daquelas pessoas que perderam o ente querido choram e nós vamos seguindo nosso dia, mesmo sabendo que a cada letra que escrevo morre uma criança, é assassinado um jovem e um idoso atropelado, seguimos disfaçando que está tudo bem, na hipocrisia de que teremos muito cuidado para não sermos atropelados por um caminhão na próxima esquina, acertados por uma bala pe...

A rua dos cataventos - XIII ( Mário Quintana )

Da vez primeira em que me assassinaram Perdi um jeito de sorrir que eu tinha... Depois, de cada vez que me mataram, Foram levando qualquer coisa minha... E hoje, de meus cadáveres, eu sou O mais desnudo, o que não tem mais nada... Arde um toco de vela, amarelada... Como o único bem que me ficou! Vinde, corvos, chacais, ladrões de estrada! Ah! Desta mão, avaramente adunca, Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada! Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai! Que a luz, trêmula e triste como um ai, A luz do morto não se apaga nunca!

Desmancho, dissolvo

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Me sinto sugada, por um ponto difuso meu coração aperta e meu corpo consome, esses traços de confusão se debatendo, se cortam os fios e raios de um vértice feito arestas disformes e retorcidas, formando um polígono confuso, não convexo por um lado ou talvez uma confusa visão espectro estrutural de um corpo mente sem nexo e pelo avesso alma inaudível, presença impalpável andando pelas ruas em Setembro pisando na água da chuva de ontem, lama lembrando do mês de Maio das férias de Julho e de um Natal... Lilian Holmes  

Recomeço

Vou voltar para aonde estava vire-se pra mim, aperte minha mão. Prazer, preciso te reconquistar como na primeira vez, mas foi você quem me conquistou. Perdi tantas coisas pelo caminho, não posso voltar para apanhá-las. Fui tão negligente, descuidada. Eu ardo em meio ao frio, e esfrio na sua paixão ardente. Então vamos tentar de novo. Recomeçar Fazer direito desta vez. Vou reorganizar o meu álbum, apanhar as folhas do jardim. Não posso mais ser transparente, O mundo já me manchou. Minha alma é a mesma, mas cinza e amarga, como a nódoa. Vamos juntos recomeçar. Não precisa me amar, mas deixa eu ser tua amiga. Eu queria escrever incontidamente, em inglês, ou qualquer língua, e ter tempo pra te escrever cartas, e ler as tuas como antes, mas estou crescendo, entrando, talvez forçada, no mundo grande, dos pequenos a bolha que os gigantes construíram e ser jogada como um inseto brincadeira nas patas de um dinossauro. Lilian Holmes  

Caminhando ao seu lado

Me chamou para ir a algum lugar e agora vou perder parte do que foi dito em nossa ausência. E quem sabe seja eu, o ponto de convergência, onde se difunde o mal, ou de onde nasçam, minhas fraquezas, meus medos, meus desesperos... Uma porta meio aberta, um corredor que nasce de um pixel, e se abre como uma flor, em perspectiva mostrando a um grau invisível aos olhos, mas que a alma enxerga. As nuances vivas que se fecham, e passo por cima a todo momento. A parede tem sua cor e é lisa as portas, teias de aranha e formiga. Lixo por todas as partes, e me nego a enxergar até a pouco que há uma maravilha ante mim. Ainda me forço a ver que há um risco, rabiscos não é seu rosto, são suas mãos, e um conjunto de pontinhos, linhas paralelas, perpendiculares e poligonais que a minha frente se forma, tudo. E a cada piscar, ainda está lá como se fosse uma fotografia uma pintura, escultura viva que segura o riso e de repente, como se eu apertasse play, tudo passa a se mover e surgem sons, mas o botão ...

Estranho

Tens medo de ser o que teu coração grita, e quando te aplaudem tu sentes esmurrar no peito presa e indefesa na alma, lá dentro vai aonde disserem pra tu ir e toma atitudes diferentes quem é você, a resposta ignoro e se conheço, dispersa. E no caminho não passa de outro e parte de um todo que deixa de ser algo pra se tornar nada. E mesmo que de tu saiam palavras bonitas, eu ainda não compreendo, porque renegas a si mesmo para ser aplaudido. E quando um dia você se der conta, e cair em si, e o som cessar, vou estar ali, se não me achar, me dissolvi. Vais me encontrar no mar, e nas espumas me falar e vou pedir a Deus pra voltar, se eu merecer. Seja o amigo que você foi um dia, e vai perceber que as pessoas te mudaram... Dedicado a Soul_Skady... Lilian Holmes  

Poeira nas nuvens

Você apareceu em minha vida e me cativou com seu jeito. Finjo que não minto pra mim mesma, e embrulho essa hipocrisia, dizendo que está tudo bem. E atrás de um sorriso sem jeito, um aperto de mão, ou de um abraço que te faça esquecer o mundo. Noite e dia, fins de semana sinto sua falta como se tivesse há tempos comigo e de repente fosses embora... Minha alma é funda tem um espaço, buraco tensão, pressão; pesando. E tudo que me falam, e ouço sua voz, ou seu silêncio é como se minha sombra fizesse sombra em mim. E o pouco de sol que resta ilumina ao meu redoro brilho desse olhar me ofusca e inebria... mas por pouco tempo consigo fixar, e quando chega a noite, me deito e durmo mas ontem ainda é hoje e amanhã não é mais agora. Continuo estática num tempo indeterminado, e o sujeito sou eu não sou chuva nem anoiteço, e de repente me torno inexistente, pra dar lugar a neve... Eu não consigo esquecer que eu sou eu e sonho com tudo, tremo com os pesadelos. E nu...