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Mostrando postagens de julho, 2009

Palavras que machucam... - Parte I

No mundo há quatro coisas que acredito, e que já me disseram que jamais têm volta: passado, palavra proferida, oportunidade perdida e decisões tomadas... Palavras ditas não podem ser desditas! Hoje aconteceu uma reviravolta na minha cabeça, palavras que disse e que queria não ter dito, e como me arrependo, como queria ter me calado e apenas presenciado o tempo passar sem me interrogar sobre o porque do que posso ter ouvido... E será que tenho perdão pela tamanha covardia que cometi?! Esse é um dos crimes que acho que não posso me redimir! Tenho vergonha de quem sou! De quem posso me tornar! Porque fui duvidar, porque não tirei logo essa maldita dúvida antes de martelar a ferida?! Não darei as costas para o erro que cometi, vou tentar consertá-lo do melhor jeito que puder, não é remendar ou tentar disfarçar o rasgo, mas unir fio por fio até que esteja quase como antes, sei que não posso deixá-lo perfeito como encontrei, mas fazendo meu melhor, acredito que posso ser perdoada de meus pec...

Poderia ser...

Se um dia as palavras cessarem, se o corre-corre desordenado da multidão sem rumo findar, se o rumor do mundo se calar, se tudo ao seu redor silenciar... Ouça as batidas de seu coração, do meu; escute que cada pulsar dele é a afirmação de vida, de amor... Se todos ao menos se preocupassem em olhar pra si mesmo ou pros outros, para um beija-flor apressado, para os cisnes pomposos que deslizam suaves, como que se deixando levar pela vida... Se tivessem tempo ao menos de apreciar o pôr-do-sol, a primeira estrela, tímida, a despontar no horizonte, sendo seguida por outras tantas, incontáveis. Se viver fosse o não somente sobreviver no mundo, mas o sentir a vida, em seus mínimos detalhes. Rir de pequenas coisas, chorar pelas conquistas dos amigos, ser um alguém que se importa pelos outros, e não um indivíduo que se torna ninguém por querer ser como todos, que se iguala demasiadamente e perde sua personalidade... Por que é tão difícil caminhar olhando ao seu redor, sem destino... Pra onde v...

Réquiem

Michael Jackson está morto, John Lennon e Elvis Presley também. Vivemos o dia-a-dia tão conturbado que perdemos a noção do mundo, da vida e da morte. A morte é sorrateira, silenciosa na sua vigília, impetuosa na hora derradeira... A morte nunca falha, ela assim como a vida, pode ser considerada perfeita, ou não?! Sublime e sombria, envolvida em mistérios, nada sabemos o que vem depois dela, a morte é como um quarto escuro, que só tomaremos conhecimento de seu interior quando nele entrarmos e acendermos a luz... Aí está o problema, todos morreremos, mas não voltaremos, e por isso nunca saberemos como é realmente o “outro lado” da vida... Só quando chegar a sua hora, a dele, fulano, beltrano, sicrano... A minha hora! É estranho falar de morte, algo que temos apenas conhecimento de como se ocorre, mas depois do corpo inerte e sem palpitações, nada mais além disso sabe-se, e então nos perguntamos: qual será o dia de minha morte, como será a sensação de morrer, de olhar ao seu redor e saber...