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Mostrando postagens de fevereiro, 2011

Aconteceu

Esse disfarce já não esconde a dor nem mesmo o que sinto, amor. Talvez o que aconteceu, foi o destino que pereceu... As escolhas que fazemos não podemos voltar atrás e por isso decidir quem seremos no momento, sem olhar pra trás... Seja o que for sem se arrepender não é tarde para escolher... Que seja negro, do céu a cor suas mãos, presas comigo ter o dia acaba no alvorecer... Lilian Holmes

Verniz

O resultado do pecado, pois sede... O efeito do veneno, não mede. O trato da discórdia, tentando silenciar o barulho E o que restou do medo, no canto e só no escuro. A sensação depois do beijo, A fuga para um lugar onde não molhe. A volta, fim da saudade e o festejo, Faz o frio ir embora, no abraço que acolhe. O que fiz foi ter de escolher e resolver até o amanhecer que nenhuma consequência é estável. Agora o que fica é a espuma do mar batendo nos pés, sem sequer molhar somente sentindo falta de sua presença amável. Dedico a uma amiga, Carla... Lilian Holmes  

Simplesmente isso...

Se na rua silenciosa, vagando pelos cantos; destino sem caminho, sem esboço, traço nem rabisco. Tentando encontrar o limite da progressão, que nunca é certamente igual, nem maior, nem menor, apenas se aproxima; os pensamentos desordenados, sem regra, o medo entorpece os sentidos, e quando pensa, treme, e se debate consciente das ainda decisões inconsequentes, sem querer estar ali, sem querer abrir os olhos, apenas sentir que é seguro e real... Quem dera ser fácil abrir os braços e abraçar o horizonte, voar sem fronteiras, sem impedimento, sem receio de infringir algo... Se maquinalmente sorri, ou disfarçadamente em silêncio chora; se inadvertida e irracionalmente pensa em te beijar, e humanamente predestinada foge. Se covarde, protagonista do bem; tendo coragem, o outro lado do bem, que ainda guarda um pouco de sanidade e compaixão, pois não deixa de ser humano. Se instável se desliga, se reduzida se desmancha... O que você viu foi um pássaro em fuga, perdido e desorientado, que pous...

Uma porta velha que range...

Uma vez que existo e se porventura existi, deixo meu legado que foi nada, agora pouco e quase coisa alguma. Faço música das palavras que te ouvi dizer, do que os químicos escreveram sobre as propriedades químicas dos elementos, e escrevo sem pensar sobre política. Não me resta mais nada que nadar em minha própria loucura, sangue derramado ou suor. E desfazer fio a fio o lençol que teci em quase duas décadas! Chegar do ponto de partida e tentar ser mais veloz que a velocidade da luz. Tentar alcançar o fim do mundo pra chegar até o outro lado, o início do mundo. E daí?! Quem vai se importar? Se eu for procurar, existem tantas páginas na internet pra naufragar... Quem vai perder o tempo pensando no fantasma do Natal passado? Quem vai criar o termômetro do amor? O milênio dos Einsteins já acabou, o cérebro agora não pensa, age; os humanos não amam, desejam! Quem vai querer ser obsoleto e amar como antigamente, como nos filmes em preto e branco; quem vai jurar amor eterno no altar até o últ...