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Entre o riso e o sorriso... (Parte I)

Enquanto os risos e conversas embalam os ouvidos atormentados, a dor parece amainar, e se dissolve no rumor das risadas... Por um momento interminável, nostálgico e contraditoriamente finito, a felicidade parece se fazer presente, e de repente, ausente... Equilibrando um momento bom e inesquecível... Enfim, cessa. O silêncio invade, incoerentemente insensível.. A lembrança do que parecia agradável se esvai, como um dia que passa e não volta mais; as companhias e as palavras trocadas se transformam em um vendaval, que se dispara em sátiras e estrofes irônicas, e cada verbo parece pesar mais que qualquer ação; e de tão afetada situação, faz querer incendiar tudo, metaforicamente... Por fim, rende-se, melancolicamente... A poesia parece ter perdido a rima, e esta, solta, se desprendendo, fugindo sem dizer adeus, deixam a folha em branco; sobre a mesa, esparsos, papéis úmidos pelas lágrimas da chuva que lá fora murmura, e cá dentro, as janelas cerradas, o vento sussurra... Tudo parece um i...

Confesso...

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Não foi uma primeira vez, mas como se fosse, senti como se fosse um pesadelo voltando à tona, ou como se acordasse de um sonho pra cair em outro... A mesma dor, que não lembro, mas que senti, o mesmo vazio, o de sempre, porém mais intenso... A pouca diferença era a ocasião... Como se voltasse no tempo, ou como se o dia estivesse se repetindo sem parar, monotonamente, teimosamente, impetuosamente, maldosamente... Me senti tão fria, tão pequena, tão nada, que podia ouvir as batidas de meu coração, meus pensamentos desordenados; confusão... Estranhamente sabia que tinha chegado no lugar certo, apesar da hora incerta, e sem saber a direção a tomar... Me vi de frente comigo mesma, e foi imensamente apavorante, era um medo que eu queria repelir pra todo sempre, um medo que não desejaria nem como o pior castigo, para ninguém... Não era daqueles medos que passam quando nos enrolamos da cabeça aos pés; mas daqueles que te puxam o lençol e te põem de frente com o teu perseguidor... Dessa vez qu...

Nisi post mortem vita*

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Morrer tornou-se tão normal, por dias tantos correm ao encontro da morte, e parecem afoitos em sua busca, cada minuto que passa, a incerteza, morreremos ou nos matarão? Chega a noite, e os sonhos povoam-se de perseguições, incertos de abrir os olhos no outro dia, ou esse dia ou nosso último?! E ao acordar, o alívio de sobreviver a uma noite de sono insone, o dia anterior, os medos acabaram, outros renascem para lhes tomar o lugar, temos outro dia pela frente, e sempre incertos de quantos dias duraremos até a nossa última hora... Vemos tantas mortes nos jornais, tantos acidentes, desgraças, tantas lágrimas e sangue, e cada uma daquelas pessoas que perderam o ente querido choram e nós vamos seguindo nosso dia, mesmo sabendo que a cada letra que escrevo morre uma criança, é assassinado um jovem e um idoso atropelado, seguimos disfaçando que está tudo bem, na hipocrisia de que teremos muito cuidado para não sermos atropelados por um caminhão na próxima esquina, acertados por uma bala pe...

Amizade disfarçada ou a realidade?!

O que é a amizade? É ter alguém ao seu lado em todas as horas? É ter alguém para compartilhar os problemas, dúvidas, medos ou até um segredo? Mas estar ao lado significa está ali a todo momento, ou apenas quando puder? Pra mim amigos não precisam andar colados comigo, mas quando me vêm de longe já sabem se tenho ou não problemas... Não precisam me fazer rir com piadas pra me consolar, não precisam dizer nada se não encontrarem palavras, só em estar ao meu lado bastaria; mas tem deles que em um momento estão comigo, quando precisam de algo e eu não posso ajudá-los, correm para outros para conseguir, me esquecendo, até que encontram o que querem... E quando querem se dar bem, por exemplo tem um trabalho a fazer e ninguém na sala tem o assunto, então um amigo meu vai atrás e faz o dele, mas eu fico só esperando ele me dar um toque, quando percebo que estou esperando em vão, por que ele se virou e eu não, então não devemos esperar tudo de nossos amigos, não devemos nos pendurar a eles para...

Palavras que machucam... - Parte I

No mundo há quatro coisas que acredito, e que já me disseram que jamais têm volta: passado, palavra proferida, oportunidade perdida e decisões tomadas... Palavras ditas não podem ser desditas! Hoje aconteceu uma reviravolta na minha cabeça, palavras que disse e que queria não ter dito, e como me arrependo, como queria ter me calado e apenas presenciado o tempo passar sem me interrogar sobre o porque do que posso ter ouvido... E será que tenho perdão pela tamanha covardia que cometi?! Esse é um dos crimes que acho que não posso me redimir! Tenho vergonha de quem sou! De quem posso me tornar! Porque fui duvidar, porque não tirei logo essa maldita dúvida antes de martelar a ferida?! Não darei as costas para o erro que cometi, vou tentar consertá-lo do melhor jeito que puder, não é remendar ou tentar disfarçar o rasgo, mas unir fio por fio até que esteja quase como antes, sei que não posso deixá-lo perfeito como encontrei, mas fazendo meu melhor, acredito que posso ser perdoada de meus pec...

Eu os conheci!

Quero dedicar esse texto às pessoas que um dia tive o prazer de conhecer... É com imensa honra e gratidão que hoje digo: Aprendi muito com todas as pessoas com as quais convivi! Por isso posso concluir que, no estudo não somente vale ter um bom professor para ter um bom desempenho, mas um amigo que nos ensina; também quanto aos colegas de sala, que passam a ser como que nossos irmãos. Jamais me esquecerei de meus primeiros professores, não posso dizer quais os melhores, todos foram importantes, mas há aqueles que me marcaram muito. Obrigado desde já a Eryvelton, Émerson, Mabel, Rosa, Magda, Cláudio, Diego, Josilma, Josivan, Lindalva, Arthur, Ricarte, Elice e Marcos, Marcos Antônio, Edson, Júnior(Redação), Júnior(Ciências), Vicente, Marlene, Gevane, Jonas, Marlene, Patrícia, Morais, Silvana... Se por acaso não citei algum outro me perdoe, não me recordo neste momento de que tenha mais. Ah, da minha diretora, Jeane; Socorro, Aparecida, Eriana (ou é Eriane? Sempre me confundo!), Lila, Fát...

Vinícius de Morais

Procura-se um amigo Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as ...