Entre o riso e o sorriso... (Parte I)
Enquanto os risos e conversas embalam os ouvidos atormentados, a dor parece amainar, e se dissolve no rumor das risadas... Por um momento interminável, nostálgico e contraditoriamente finito, a felicidade parece se fazer presente, e de repente, ausente... Equilibrando um momento bom e inesquecível... Enfim, cessa. O silêncio invade, incoerentemente insensível.. A lembrança do que parecia agradável se esvai, como um dia que passa e não volta mais; as companhias e as palavras trocadas se transformam em um vendaval, que se dispara em sátiras e estrofes irônicas, e cada verbo parece pesar mais que qualquer ação; e de tão afetada situação, faz querer incendiar tudo, metaforicamente... Por fim, rende-se, melancolicamente... A poesia parece ter perdido a rima, e esta, solta, se desprendendo, fugindo sem dizer adeus, deixam a folha em branco; sobre a mesa, esparsos, papéis úmidos pelas lágrimas da chuva que lá fora murmura, e cá dentro, as janelas cerradas, o vento sussurra... Tudo parece um i...