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Aconteceu

Esse disfarce já não esconde a dor nem mesmo o que sinto, amor. Talvez o que aconteceu, foi o destino que pereceu... As escolhas que fazemos não podemos voltar atrás e por isso decidir quem seremos no momento, sem olhar pra trás... Seja o que for sem se arrepender não é tarde para escolher... Que seja negro, do céu a cor suas mãos, presas comigo ter o dia acaba no alvorecer... Lilian Holmes

Verniz

O resultado do pecado, pois sede... O efeito do veneno, não mede. O trato da discórdia, tentando silenciar o barulho E o que restou do medo, no canto e só no escuro. A sensação depois do beijo, A fuga para um lugar onde não molhe. A volta, fim da saudade e o festejo, Faz o frio ir embora, no abraço que acolhe. O que fiz foi ter de escolher e resolver até o amanhecer que nenhuma consequência é estável. Agora o que fica é a espuma do mar batendo nos pés, sem sequer molhar somente sentindo falta de sua presença amável. Dedico a uma amiga, Carla... Lilian Holmes  

Simplesmente isso...

Se na rua silenciosa, vagando pelos cantos; destino sem caminho, sem esboço, traço nem rabisco. Tentando encontrar o limite da progressão, que nunca é certamente igual, nem maior, nem menor, apenas se aproxima; os pensamentos desordenados, sem regra, o medo entorpece os sentidos, e quando pensa, treme, e se debate consciente das ainda decisões inconsequentes, sem querer estar ali, sem querer abrir os olhos, apenas sentir que é seguro e real... Quem dera ser fácil abrir os braços e abraçar o horizonte, voar sem fronteiras, sem impedimento, sem receio de infringir algo... Se maquinalmente sorri, ou disfarçadamente em silêncio chora; se inadvertida e irracionalmente pensa em te beijar, e humanamente predestinada foge. Se covarde, protagonista do bem; tendo coragem, o outro lado do bem, que ainda guarda um pouco de sanidade e compaixão, pois não deixa de ser humano. Se instável se desliga, se reduzida se desmancha... O que você viu foi um pássaro em fuga, perdido e desorientado, que pous...

Uma porta velha que range...

Uma vez que existo e se porventura existi, deixo meu legado que foi nada, agora pouco e quase coisa alguma. Faço música das palavras que te ouvi dizer, do que os químicos escreveram sobre as propriedades químicas dos elementos, e escrevo sem pensar sobre política. Não me resta mais nada que nadar em minha própria loucura, sangue derramado ou suor. E desfazer fio a fio o lençol que teci em quase duas décadas! Chegar do ponto de partida e tentar ser mais veloz que a velocidade da luz. Tentar alcançar o fim do mundo pra chegar até o outro lado, o início do mundo. E daí?! Quem vai se importar? Se eu for procurar, existem tantas páginas na internet pra naufragar... Quem vai perder o tempo pensando no fantasma do Natal passado? Quem vai criar o termômetro do amor? O milênio dos Einsteins já acabou, o cérebro agora não pensa, age; os humanos não amam, desejam! Quem vai querer ser obsoleto e amar como antigamente, como nos filmes em preto e branco; quem vai jurar amor eterno no altar até o últ...

Gentil e incompreensível

Sempre soube que esse dia fosse chegar, mas como antes não queria que acontecesse. Tinha medo por ser desconhecido, por ninguém nunca ter comentado, por só haver silêncio e segredo. E a cada dia que amava mais e mais, e pelas noites mal dormidas só de pensar em você, eu também pensava nesse dia, e como ele seria. E sentia como se um vórtice me sugasse pra um lugar sem chão e sem direção, me sentia nada e sumia. E depois pensava que se eu acabasse sumindo, acordaria no ano de 3510 e um dia iria pra escola e estudaria uma civilização chamada Humana, ou talvez não uma civilização, mas um povo de costumes silvícolas. Não sei o que vou fazer agora, vou me levantar e seguir até a porta, agradecer e descer. Não sei se devo olhar pra trás, ver se ainda está ali, ou se já havia descido antes. Não, vou tentar esquecer esse pesadelo que me assombra, esse vulto que não me deixa descansar e me consome as noites com suas lembranças inoportunas, vagas, no silêncio da escuridão e no nosso segredo; gua...

Me devolva eu

Estranhamente sempre soubemos E não sei porque o silêncio Os abraços e apertos de mão E a alegria reprimida de te ver. Como se te conhecesse há tempos tendo te conhecido há alguns dias e já te amando como irmão fazendo parte de mim mesmo. A hora passando e não perco a graça te olhar e te escutar, são as melhores coisas e ainda estar perto de ti! Mas espera, se ainda não entendeu que te amo e vai se embora sem ter sacado nada, se lembra de deixar a parte de mim que tens... Dedico a pessoas importantes pra mim, que um dia em que percebi que poderia perdê-las, me dei conta do quanto as amo! Jenfte, Allann, Dalila, Vanessa, Terezinha, Thays, Jeampierre, Nayara, Carol, Thiago, Amanda, Paloma... Ah são tantas as pessoas que amo... Lilian Holmes  

Saudade de você...

Pouco a pouco, os poucos que restaram, retiram-se em silêncio. A sala vazia, com o eco das batidas do triste coração solitário, o rumor das conversações se foi, restaram apenas as lembranças. Todos se foram. Talvez já seja bem tarde pra correr até a porta e tentar alcançar alguém, pois a esta altura já vão longe... Agora não resta mais nada, senão chorar e lembrar... Assistir às coisas boas do passado no pensamento, em câmera lenta e com trilha sonora bem triste. Agora, vale lembrar que os que se foram ainda são seus amigos, e por isso não irão te esquecer, pelo menos deveriam! O tempo foi passando e só agora percebi a importância dos amigos, de verdade; não sei o que é, mas todas as pessoas de quem realmente gosto vão se distanciando, indo morar em outros lugares, indo para longe de mim, como se eu fosse um elétron, que repelisse os outros elétrons... Queria poder ter tido tempo de dizer o quanto o amava, o quanto ela era importante pra mim, queria ter tido tempo de ter dito tantas ...